Dia Internacional das Florestas Tropicais: Greenpeace Brasil enfatiza a necessidade urgente de erradicar o desmatamento para enfrentar a crise climática.

Imagens do Greenpeace sobre florestas e biodiversidade para uso da imprensa podem ser acessadas aqui.

São Paulo, 19 de junho de 2026 – Em celebração ao Dia Mundial das Florestas Tropicais, que ocorrerá na próxima segunda-feira (22), o Greenpeace Brasil enfatiza a necessidade urgente de eliminar o desmatamento e a degradação ambiental global até 2030. Essa ação é uma das principais estratégias para manter o aquecimento global em até 1,5ºC. A proteção e restauração das florestas tropicais, que abrigam uma vasta gama de espécies e armazenam carbono vital, são cruciais para enfrentar as crises climáticas e de biodiversidade, além de assegurar um planeta sustentável para as futuras gerações.

A organização ressalta que a verdadeira proteção das florestas está nas mãos dos povos indígenas e das comunidades locais, que historicamente têm demonstrado uma eficácia notável na preservação dos ecossistemas, coibindo o desmatamento e reabilitando áreas afetadas pela degradação.

Os dados recentes mostram uma diminuição nos alertas de desmatamento na Amazônia brasileira. Entre janeiro e maio, foram notificados 997,3 km² de alertas, cifra que representa o segundo menor total desde 2016 e uma redução de 39% em relação a 2025. Esse progresso posiciona o Brasil como um importante ator no diálogo internacional sobre florestas. Com isso em mente, o país liderou a criação do Mapa do Caminho das Florestas, apresentado de forma independente na COP30. O documento tem como objetivo mapear as causas principais, os desafios enfrentados e as soluções necessárias para atingir a meta de reverter o desmatamento até 2030. Entretanto, é imprescindível avançar ainda mais.

A queda nas taxas mensais de desmatamento na Amazônia em 2026 é um sinal encorajador, embora mereça análise criteriosa devido aos impactos do fenômeno El Niño neste ano. Apesar disso, essa situação evidencia a urgência em transformar compromissos em ações práticas para alcançar a meta global de acabar com o desmatamento até 2030. Para isso, é vital que o roadmap delineado pela presidência brasileira da COP30 forneça diretrizes claras não apenas para eliminar o desmatamento mas também para valorizar a preservação das florestas e facilitar o acesso ao financiamento direto para os povos indígenas e comunidades locais.

“Este é um momento crucial para mobilizar outros países dispostos a liderar esta agenda, garantindo que ela não se esgote com o término da presidência brasileira da COP30. É essencial que este roadmap se torne um instrumento prático capaz de direcionar e acelerar ações efetivas”, declara Camila Jardim, especialista em política internacional do Greenpeace Brasil.

No cenário mundial, o Greenpeace destaca a importância de assegurar que as cadeias globais e o comércio internacional não promovam a devastação das florestas. Além disso, as discussões sobre clima, biodiversidade e desertificação devem ser interconectadas. A complexidade da questão florestal exige uma abordagem integrada para garantir sua proteção adequada. Com as COPs das três convenções do Rio (clima, biodiversidade e desertificação) ocorrendo este ano, é fundamental manter essa discussão viva e priorizar a urgência até 2030 para engajar todos os envolvidos.

“É necessário contar com outros líderes globais nessa luta além do Brasil. Para proteger nossas florestas e seus habitantes, precisamos ampliar a mobilização política em torno desse tema. Isso vai muito além dos países ricos em florestas: as grandes economias mundiais devem proporcionar financiamento público eficaz para preservar e restaurar as florestas. E é urgente implementar formas diretas de financiamento voltadas aos povos indígenas e comunidades tradicionais”, afirma Ana Clis Ferreira, porta-voz pelo Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil.

Iniciativas voltadas à preservação das florestas 

No mês de novembro de 2025, durante a COP30, o Greenpeace Brasil divulgou seu posicionamento técnico sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). A organização considera essa iniciativa um passo significativo rumo ao fim do desmatamento ao criar incentivos econômicos que favoreçam a conservação das florestas tropicais. Destacou-se também a alocação mínima de 20% dos recursos diretamente aos povos indígenas e comunidades tradicionais; no entanto, foi defendido um aprimoramento nos critérios relacionados à proteção florestal, monitoramento e financiamento, além da exclusão de recursos destinados a setores como combustíveis fósseis, mineração e agropecuária industrial.

Adicionalmente à COP30, foi lançado pelo Greenpeace o relatório “Soluções da Floresta: Amazônia, Congo, Papua e Bornéu”, que compila experiências desenvolvidas por povos indígenas e comunidades locais nas maiores florestas tropicais do mundo. O documento apresenta essas iniciativas como exemplos concretos de conservação ambiental aliada à geração de renda local e fortalecimento territorial. A organização defende que reconhecer os direitos dessas populações e garantir acesso direto ao financiamento climático são soluções reais contra o desmatamento – em contraste com alternativas ineficazes como monoculturas ou grandes projetos hidrelétricos.

Sobre o Greenpeace Brasil

O Greenpeace Brasil é uma entidade ambientalista sem fins lucrativos que atua na defesa do meio ambiente desde 1992. Ao lado daqueles que buscam um mundo mais justo e sustentável, há mais de três décadas trabalha denunciando práticas governamentais ou empresariais que promovam a destruição das florestas.

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By Ação Verde

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