Priscila Neres, rapper sergipana, expõe abandono e desigualdade em novo videoclipe “Contos das periferias”

Priscila Neres: a conexão entre cultura, direitos e crise climática através do rap e da quebrada

Rapper, produtora e escritora periférica de Sergipe, Priscila Neres transforma suas experiências em arte que emociona, denuncia e mobiliza.

Em seu single “Histórias Periféricas”, lançado no início deste ano, Priscila expõe como a falta de apoio do Estado impacta diretamente seu território. A música reforça a importância da cultura como meio de conscientização e de luta por reconhecimento, trazendo a periferia para o centro das discussões.

Priscila Neres, natural de Sergipe, reside no Loteamento Novo Horizonte, em Aracaju, um local marcado por desafios históricos de infraestrutura precária, falta de saneamento básico, acesso irregular à água e ausência de políticas públicas. É nesse contexto que sua arte ganha vida.

O videoclipe de “Histórias Periféricas”, gravado de forma independente em seu bairro, destaca o Novo Horizonte como protagonista. As ruas, casas e vielas deixam de ser apenas cenários de carências e se transformam em espaços de expressão, denúncia e resistência política.

Na visão de Priscila, a crise climática não é uma questão distante, mas sim parte do cotidiano: calor intenso, esgoto a céu aberto, escassez de água e abandono histórico. Essas desigualdades estruturais se agravam com os impactos ambientais e afetam principalmente aqueles que já vivem à margem dos direitos básicos.

Em uma entrevista, Priscila reforça que sua arte é também uma ferramenta política, especialmente em um ano eleitoral. Ela acredita que quando o Estado falha, a cultura tem o papel de denunciar, cobrar e conscientizar.

Para Priscila, a cultura desempenha um papel fundamental na revolução mental, ao transmitir informações que muitas vezes são negligenciadas pelo sistema. Ela também destaca a conexão entre as desigualdades presentes no cotidiano das periferias e a crise climática global, apontando que as populações mais vulneráveis são as mais afetadas.

O lançamento do videoclipe teve um impacto significativo em sua comunidade, mostrando que a periferia também produz arte politizada e de qualidade. Priscila acredita que a cultura tem o poder de informar, conscientizar e tornar visíveis as injustiças enfrentadas por quem vive em áreas marginalizadas.

Além de sua atuação como artista, Priscila Neres é idealizadora e produtora do Movimento Cultural do Novo Horizonte, uma iniciativa que busca fortalecer a organização comunitária e promover a transformação social por meio da cultura.

Para Priscila, a cultura é uma ferramenta de transformação e mobilização social, capaz de trazer justiça não apenas para o futuro do planeta, mas também para as comunidades que enfrentam desafios imediatos, como a falta de acesso à água e o descaso ambiental.

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By Ação Verde

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