5 perguntas que te ajudam a controlar seus gastos impulsivos

Falamos muito de consumo consciente, da economia que ele pode trazer para o nosso bolso e para o que nos acostumamos a chamar de recursos naturais (mas, que, na verdade, são elementos que garantem a vida no planeta). A teoria é simples. Comprar apenas o que for essencial, pesquisando origem e possíveis destinos depois que o produto não puder ser mais usado. Mas, sabemos que é difícil resistir à uma oferta tentadora ou à satisfação quer algo pode nos trazer – mesmo que momentânea. São as famosas compras por impulso.

Por isso, é importante ter sempre em mente algumas perguntas. Elas devem ser respondidas antes de qualquer compra e podem ser muito importantes quando a situação financeira não está boa ou quando o psicológico está comprometido.

A conselheira de saúde mental e terapeuta financeira licenciada Aja Evans explica que comprar o que queremos não é errado, mas que precisamos entender a intenção por trás dessa compra. “O consumo consciente começa com a atenção plena. Isso significa parar para refletir sobre seu orçamento, a ocasião e até mesmo seu estado emocional”, ensina.

Antes de clicar em “adicionar ao carrinho”, aqui estão seis perguntas que Evans sugere que você se faça. Se a resposta for “sim” para alguma delas, pode ser a hora de respirar fundo e reconsiderar.

1. Suas finanças já estão comprometidas?

Se comprar algo significa usar o dinheiro reservado para itens essenciais como moradia, alimentação, transporte ou pagamento de cartão de crédito, esse é um sinal claro de que é melhor adiar a compra. O mesmo vale para usar sua reserva de emergência ou economias destinadas a um objetivo específico, como férias.

Para não se privar de comprar por prazer ou indulgência, reserve uma parte do orçamento para isso, com consciência de quanto pode gastar. “Se você se privar demais, não conseguirá manter o controle”, diz Evans. Uma pequena quantia planejada para mimos pode ajudar a evitar gastos maiores que podem virar arrependimento.

2. Você está tentando aliviar algum sentimento?

Gastos por impulso muitas vezes mascaram algo mais. Evans sugere uma ferramenta desenvolvida pelos Alcoólicos Anônimos, para fazer uma autoavaliação. Você está com fome, com raiva, se sentindo sozinho ou cansado?

Se uma dessas necessidades básicas está alimentando o impulso de gastar, priorize isso. Talvez o que você precise seja um lanche em casa, uma caminhada ao ar livre ou uma ligação para um amigo. Uma compra pode oferecer uma rápida dose de dopamina, mas raramente resolve a verdadeiramente suas necessidades.

3. É uma compra ou um padrão?

Uma compra por impulso de vez em quando é muito diferente de um padrão de consumo. Se você costuma visitar vendas de garagem, lojas de antiguidades ou marketplaces online “só para dar uma olhada”, talvez precise analisar melhor esse hábito. “Vá além e se pergunte o que está acontecendo”, diz Evans

Às vezes, a emoção não está no objeto em si, mas na adrenalina da busca e reconhecer esse padrão pode ser suficiente para quebrá-lo.

4. O que essa compra traz?

Produtos e marcas normalmente traz uma promessa implícita de status ou pertencimento a algum grupo social. Podem servir até mesmo para impressionar alguém em especial. Então, vale a pena refletir: essa promessa importa mais do que o produto?

Se pergunte o que a compra representa para você. Tem a ver com confiança? Pertencimento? Aprovação? Evans afirma que refletir sobre porque você se importa tanto com a opinião dos outros é “onde a coisa realmente interessante começa a acontecer”. Essa autoconsciência é mais valiosa do que qualquer compra.

5. Já fez sua pesquisa?

Se você decidiu que a compra é necessária, vá com calma e compare as opções. Leia avaliações. Verifique os preços e a reputação da marca.

Um preço mais alto não significa automaticamente melhor qualidade, e a opção mais barata nem sempre é o investimento mais inteligente. Em alguns casos, economizar para comprar um produto mais durável pode sair mais barato a longo prazo.

Converse com sua rede de contatos. Um feedback honesto pode evitar arrependimentos após a compra e, talvez, você encontre alguém disposto a te emprestar, doar ou vender por um preço melhor aquilo que você procura.

Uma pausa faz toda a diferença

Analisar seu orçamento, suas emoções, suas motivações e sua pesquisa pode transformar uma compra impulsiva em uma compra intencional e verdadeiramente positiva.

Comprar algo que você realmente valoriza, que se encaixa no seu orçamento e nos seus objetivos, pode ser gratificante. Mas se suas respostas revelarem estresse, impulso ou busca por aprovação externa, adiar ou desistir da compra pode ser uma decisão libertadora.

Com informações de OptimistDaily

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By Ação Verde

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