Conferência de Santa Marta impulsiona transição energética, mas pede medidas urgentes

O evento trouxe um novo ânimo em um cenário global marcado não apenas pelo aumento das temperaturas, mas também por conflitos que evidenciam os altos custos sociais e políticos relacionados aos combustíveis fósseis.

Santa Marta, Colômbia, 29 de abril de 2026 – A 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis representa um avanço significativo rumo à estabilidade climática e energética no futuro.

A coalizão de nações que se formou a partir da Conferência agora tem a responsabilidade de impulsionar iniciativas ambiciosas em seus territórios, além de promover compromissos concretos dentro do escopo da Convenção do Clima (UNFCCC).

Um dos principais resultados desta conferência foi a criação do Painel Científico para a Transição Energética Global, iniciativa celebrada pelo Greenpeace. Este painel fornecerá as bases científicas necessárias para que os formuladores de políticas possam facilitar a transição para fontes de energia limpa.

Na visão da especialista em Política Climática do Greenpeace Brasil, Anna Cárcamo: 

“A Conferência de Santa Marta se destacou como um momento crucial para ouvir não apenas países já comprometidos, mas também representantes de governos subnacionais, cientistas, comunidades indígenas, afrodescendentes, mulheres e outros importantes segmentos sociais. Este evento também simbolizou uma nova esperança em um panorama global aquecido pela elevação das temperaturas e por conflitos que revelam os impactos sociais e políticos da nossa dependência dos combustíveis fósseis. 

Agora é imprescindível que essa coalizão desenvolvida em Santa Marta se converta em ações práticas e implementações efetivas. A transição deve ser justa, participativa, rápida e devidamente financiada. É essencial que os países elaborem seus planos nacionais, com os países desenvolvidos agindo mais rapidamente e oferecendo financiamento adequado aos países em desenvolvimento para garantir suas transições sem aumentar sua carga de endividamento.”

A Coordenadora de Campanhas do Greenpeace Colômbia, Laura Caicedo, acrescenta: 

“Este encontro foi fundamental para inserir a transição energética justa na pauta antes da COP31. Há uma disposição conjunta e um novo ímpeto que merecem ser reconhecidos; no entanto, isso é apenas o início. É necessário tempo adicional para que esse processo evolua e se consolide como uma plataforma real de diálogo capaz de guiar decisões neste e em outros fóruns sobre questões energéticas essenciais. Contudo, isso não deve ser usado como justificativa para postergar o cumprimento dos compromissos já assumidos relativos à redução de emissões, à proteção dos ecossistemas e à inclusão social.”

Países desenvolvidos devem abolir combustíveis fósseis até 2040

No contexto da Conferência de Santa Marta, o Greenpeace divulgou uma nota técnica com diretrizes sobre como acelerar a transição energética globalmente. O documento apresenta ações prioritárias tanto para 2026 quanto para o longo prazo. Entre as recomendações está a suspensão imediata da exploração de novas áreas para produção de combustíveis fósseis e a meta de eliminação total desses recursos nos países desenvolvidos até 2040 e até 2050 nos países em desenvolvimento. 

A íntegra da nota técnica pode ser acessada aqui.

Sobre o Greenpeace Brasil

O Greenpeace Brasil é uma organização ambientalista sem fins lucrativos atuando desde 1992 na defesa do meio ambiente. Junto com todos aqueles que aspiram por um mundo mais verde, justo e pacífico, a organização luta há mais de três décadas contra práticas que promovem a degradação das florestas.

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By Ação Verde

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