Na quinta-feira passada (21), São Paulo registrou a temperatura mais baixa do ano, com um pico de 16,9°C, conforme informações da Defesa Civil do Estado. Embora o inverno ainda não tenha começado oficialmente, as baixas temperaturas já se fizeram sentir. Além de buscar formas de se aquecer com chás e roupas quentes, é fundamental prestar atenção na redução dos níveis de vitamina D nessa época do ano – e a prática de exercícios físicos pode ser uma ótima solução.
A vitamina D desempenha um papel crucial no funcionamento do corpo humano: ela ajuda a regular o sistema imunológico, mantém os ossos saudáveis e contribui para a regeneração dos músculos. Embora esteja presente em alguns alimentos, cerca de 80% da produção dessa vitamina é resultante da exposição aos raios solares, já que os raios ultravioleta são responsáveis por ativar sua produção.
No inverno, a quantidade de raios UVB que chega à superfície terrestre diminui significativamente, reduzindo assim a exposição da pele à luz solar. Contudo, o “truque” está em encontrar maneiras de aproveitar mais ambientes ao ar livre, mesmo quando há a tentação de se aconchegar sob as cobertas com uma bebida quente.
Obtenha mais vitamina D sem suplementos
Uma pesquisa realizada em conjunto pela Universidade de Urbino, na Itália, e pela EHU – Universidade do País Basco, avaliou corredores e não corredores. Durante oito semanas nos meses de outono e inverno, uma parte dos participantes consumiu suplementos diários de vitamina D enquanto outros não receberam esse complemento. Os resultados foram em parte esperados, mas trouxeram surpresas.
“Realizamos exames de sangue e testes físicos nos participantes tanto no início quanto no final do estudo. Como esperado, os níveis de vitamina D aumentaram entre aqueles que tomaram o suplemento. No entanto, uma descoberta importante foi que após dois meses, os níveis de vitamina D dos corredores que não usaram suplementos eram muito semelhantes aos dos não corredores que os utilizaram”, comentou o pesquisador Eneko Fernandez da EHU.
Fernandez explica que essa similaridade ocorre porque os corredores costumam treinar ao ar livre sob a luz solar e expõem uma maior área da pele. “Portanto, uma das principais conclusões é que praticar atividade física ao ar livre é uma abordagem eficaz para combater a deficiência de vitamina D, além de proporcionar outros benefícios à saúde que os suplementos não oferecem”, acrescentou.
Por outro lado, foi observado que os suplementos de vitamina D contribuíram para fortalecer o sistema imunológico, conforme demonstrado pelos exames sanguíneos realizados nos participantes do estudo. “Os suplementos têm um efeito positivo sobre os glóbulos brancos, as células responsáveis pela defesa do organismo. Isso não implica que tomar esses suplementos evitará doenças; significa apenas que ajudam a manter um sistema imunológico equilibrado e fortalecem as defesas contra infecções e vírus”, esclareceu Fernandez.
O pesquisador ainda enfatiza que para manter níveis adequados de vitamina D durante o inverno é recomendável passar mais tempo ao ar livre e usar roupas mais leves quando possível. Naturalmente, a maneira mais eficaz de fazer isso sem sentir frio é praticando atividades físicas. Segundo ele, uma corrida entre 20 e 30 minutos já pode fazer uma grande diferença, pois “há uma enorme diferença entre não fazer nada e realizar mesmo um pequeno esforço”.
Os achados desse estudo foram publicados na revista Scientific Reports.
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