Dicas para aquecer seu lar sem estourar o orçamento de energia elétrica

A madrugada de terça-feira (14) trouxe temperaturas baixas para as regiões Sul e Sudeste do Brasil. Em Campos do Jordão, a cidade com a maior altitude do país, a sensação térmica registrada foi de -1,3ºC. Para quem possui condições, o uso de aquecedores e outros dispositivos para aquecer a casa se torna comum nesses dias frios. No entanto, essa prática resulta em um aumento considerável no consumo de energia elétrica. Com os preços da energia em ascensão, as famílias enfrentam pressão em seus orçamentos, exigindo decisões mais racionais.

Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), entre 2010 e 2024, as tarifas de energia elétrica no Brasil aumentaram 177%, enquanto a inflação durante o mesmo intervalo foi de 122%. Isso indica que os custos com eletricidade subiram cerca de 45% em relação ao aumento geral dos preços. Em períodos de frio severo, essa disparidade se torna ainda mais impactante nas despesas mensais das famílias. Um estudo da XP revela que, em média, o gasto com eletricidade representa 5% da renda mensal dos lares brasileiros – uma porcentagem que tende a aumentar durante meses de uso intenso de chuveiros, aquecedores e ar-condicionados, indispensáveis para manter o conforto térmico.

A professora Michele Rodrigues, do curso de Engenharia Elétrica na Fundação Educacional Inaciana (FEI), destaca que pequenas mudanças no dia a dia podem resultar em economia significativa. Por exemplo, ela recomenda manter o ar-condicionado na faixa entre 22 °C e 24 °C quando utilizado no modo aquecimento. Para os chuveiros elétricos, optar pelo modo morno é mais eficiente, desde que o tempo do banho seja controlado. “Às vezes o usuário reduz a potência do chuveiro, mas acaba passando o dobro do tempo no banho, anulando qualquer economia”, observa.

Além da regulação da temperatura dos aparelhos, a professora sugere que realizar uma inspeção elétrica na residência é uma estratégia simples e eficaz para minimizar o desperdício energético no inverno. Avaliar as condições do quadro elétrico, tomadas e fiações ajuda a detectar problemas ocultos que podem impactar tanto a conta de luz quanto a segurança da casa. É essencial usar chuveiros e aquecedores com cautela; medidores portáteis podem ser úteis para monitorar o consumo em tempo real. Algumas dicas incluem:

  • Disjuntores ou fios quentes podem indicar sobrecarga ou dimensionamento inadequado.
  • Disjuntores identificados facilitam o controle do consumo por setor.
  • A instalação de dispositivos de proteção contra surtos (DPS) e disjuntores diferenciais (DR) previne acidentes e perdas.
  • Evitando ligações improvisadas ou gambiarras que frequentemente causam fugas de corrente e desperdício.
  • Tomadas soltas ou quentes são indicativos de mau contato, aumentando o consumo e apresentando risco de incêndio.
  • O uso excessivo de extensões pode levar à sobrecarga e superaquecimento dos cabos.
  • Fios inadequados para equipamentos potentes (como chuveiros e ferros) resultam em aquecimento excessivo e desperdício energético.

Dicas práticas para manter a casa aquecida

Adoções simples na decoração também podem ajudar a melhorar o isolamento térmico dos ambientes e prolongar a sensação de calor sem aumentar os gastos com eletricidade. O uso de cortinas pesadas à noite, vedação adequada das portas e janelas e até mesmo vestir roupas apropriadas dentro de casa são estratégias eficazes para reduzir a necessidade constante de aquecimento. “A combinação dessas ações práticas com um uso consciente dos aparelhos assegura conforto térmico sem comprometer tanto o orçamento no final do mês”, conclui Michele Rodrigues.

Descubra ainda como tornar seu lar mais acolhedor durante os dias frios.

By Ação Verde

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